{"id":354,"date":"2022-08-17T11:52:34","date_gmt":"2022-08-17T14:52:34","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscoreisbastos.com.br\/?p=354"},"modified":"2022-08-17T21:52:14","modified_gmt":"2022-08-18T00:52:14","slug":"entrevista-de-fim-de-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscoreisbastos.com.br\/?p=354","title":{"rendered":"ENTREVISTA SOBRE NOVIDADES DA ESCLEROTERAPIA COM ESPUMA"},"content":{"rendered":"\n<p>Francisco Reis Bastos, angiologista, hoje conhecido como flebologista. M\u00e9dico, casado, pai de tr\u00eas filhas, segue compondo sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, repleto de sa\u00fade e cultura. Ao lado da Medicina, carreira que abra\u00e7ou h\u00e1 37 anos. Ele revela outros tantos talentos, como o de escritor, com sete livros publicados, e musicista, autor de mais de 50 composi\u00e7\u00f5es, com 2 CDs gravados. Como preconizou um de seus escritores prediletos, Guimar\u00e3es Rosa, em seu viver tamb\u00e9m tudo cabe. Pois n\u00e3o \u00e9 que Chico Bastos, como \u00e9 conhecido no meio cultural, tamb\u00e9m \u00e9 produtor de cacha\u00e7a? A atividade n\u00e3o chega a ser meio de vida, mas lhe fornece importante sustento espiritual. \u00c9 assim que vamos ver essa alquimia de talentos e a riqueza das experi\u00eancias que acumula em sua vida, pontuada por sons, palavras e espumas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, a escleroterapia com espuma representa uma not\u00e1vel conquista da medicina e da tecnologia. Com essa t\u00e9cnica moderna e mais segura todos os pacientes portadores da insufici\u00eancia venosa cr\u00f4nica, as varizes, podem se beneficiar do controle da doen\u00e7a e usufruir uma melhor qualidade de vida. Pacientes idosos, portadores de outras doen\u00e7as cr\u00f4nicas, pessoas complicadas com \u00falceras e erisipelas agora, podem ser controlados pelo sistema moderno.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa entrevista o angiologista Francisco Reis Bastos, pioneiro na t\u00e9cnica no Brasil, representante da Sociedade Francesa de Flebologia para a Latino-Am\u00e9rica e ex-presidente da SBACV-MG fala desse procedimento, seus riscos e vantagens.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De onde vem tanto ecletismo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sou da cidade de Oliveira e vim para BH, em 1966, Carlos Chagas \u00e9 meu her\u00f3i. Meu tio, Geraldo Reis, cl\u00ednico, tamb\u00e9m me influenciou. Formado em Medicina, trabalhei na Santa Casa de Miseric\u00f3rdia por muitos anos, junto com os professores Ricardo Pereira de Souza e Ernesto Monteiro, ocorrendo grande parte de minha forma\u00e7\u00e3o profissional. Depois, fui para Paris. A parte cultural veio, desde os tempos de estudante de medicina na UFMG, pois&nbsp; tinha uma banda e participava do departamento art\u00edstico do diret\u00f3rio acad\u00eamico, al\u00e9m do Show Medicina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O senhor acaba de lan\u00e7ar uma biografia, a de seu pai, conte sobre ela.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Meu pai, (Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Bastos) foi uma pessoa singular, com uma coragem e pioneirismo&#8230; Ele foi um grande empres\u00e1rio. Resistiu bravamente \u00e0 crise de 1930, em Oliveira, onde permaneceu. Se estivesse vivo, teria 102 anos. Escrevi sua biografia, cujo t\u00edtulo \u00e9 Paix\u00e3o pela Vida (Editora Folium). Ele era poeta, da\u00ed, minha verve liter\u00e1ria. Criou a empresa de \u00f4nibus que ligava Oliveira a BH. Na \u00e9poca, demorava cerca de 12 horas no trajeto, em estrada de terra. O transporte dos passageiros era feito em uma jardineira, tipo aquela do Saulo Laranjeira. Ele tamb\u00e9m foi dono de ag\u00eancia de carro, oficina, posto de gasolina e padaria. Foi meu pai quem trouxe o gasog\u00eanio para Minas Gerais. Era danado de marqueteiro. \u00c9 uma boa hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como a literatura ganhou espa\u00e7o na sua vida?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tenho v\u00e1rios livros publicados. Minha primeira obra \u00e9 cient\u00edfica, abordando as varizes (Varizes \u2013 Conhecer para prevenir), &nbsp;lan\u00e7ada em 1999 e j\u00e1 est\u00e1 na terceira edi\u00e7\u00e3o. &nbsp;A reda\u00e7\u00e3o dela me permitiu descobrir o talento como escritor. Tudo come\u00e7ou com a escrita de folhetos explicativos para as pacientes. Eu sempre tive uma preocupa\u00e7\u00e3o em democratizar o conhecimento m\u00e9dico. Se a paciente entende a doen\u00e7a, participa melhor do controle dela. Ent\u00e3o, escrevia para elas. \u00c9 importante deixar claro que as varizes n\u00e3o t\u00eam cura, mas t\u00eam controle. O livro vendeu mais de 5 mil exemplares no Brasil. Sempre levo a obra em minhas viagens pelo mundo afora e faz muito sucesso. J\u00e1 foi traduzido para o ingl\u00eas e o franc\u00eas. Foi o primeiro livro brasileiro sobre a t\u00e9cnica de espuma e tamb\u00e9m me abriu o caminho para a literatura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escrever sempre foi um talento latente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim. E eu, acreditando no que as pessoas falavam, apostei neste dom e segui escrevendo. Posteriormente, escrevi \u201cVarrendo Flores\u201d, um livro de poesias como homenagem aos ip\u00eas-rosa de Belo Horizonte. Em seguida, publiquei o livro de cr\u00f4nicas \u201cContracontos\u201d e, da\u00ed, n\u00e3o parei mais. Tamb\u00e9m toco viol\u00e3o e &nbsp;componho. Na faculdade de Medicina, j\u00e1 participava de bandas, como a \u201cLira Euterpe Filarm\u00f4nica Santa Cec\u00edlia Wilson Danza Jazz Band\u201d. Era uma banda itinerante, formada por estudantes de medicina, apresentando&nbsp; concertos-rel\u00e2mpagos, \u00e0 noite, na Savassi. Os instrumentos eram colocados dentro de uma Kombi e sa\u00edamos para as portas dos barzinhos, quando toc\u00e1vamos duas m\u00fasicas. Nessa \u00e9poca, eu tocava trombone. Era muito divertido e, depois, aprendi viol\u00e3o. Meu pai n\u00e3o me deixou aprender, quando era menino. Posteriormente, um jovem da \u00e9poca dos Beatles, quer \u00e9 tocar guitarra. Com meu primeiro sal\u00e1rio, como despachante em Belo Horizonte, corri e comprei um viol\u00e3o que chamei de Julieta e est\u00e1 comigo at\u00e9 hoje. Tive v\u00e1rios professores de viol\u00e3o, mas, aprendi muitas coisas sozinho. Assim, a m\u00fasica permaneceu na minha vida e percebi com ela, que, na vida, tudo \u00e9 antropofagia. Comecei a compor, recriando em cima de can\u00e7\u00f5es que gosto, incorporando sons que ouvi e ainda escuto. Tenho umas 50 composi\u00e7\u00f5es. D\u00e1 trabalho, mas \u00e9 muito prazeroso. Tamb\u00e9m fa\u00e7o cacha\u00e7a num s\u00edtio em Oliveira. N\u00e3o \u00e9 uma atividade comercial, mas \u00e9 produ\u00e7\u00e3o artesanal, alqu\u00edmica, feita com carinho. Adoro a bebida e sirvo para amigos. Foi batizada de Ca-mom-b\u00e1 que, em tupi-guarani, significa \u201cmelhor n\u00e3o h\u00e1\u201d. Procuro estar sempre ligado na internet, conectado ao mundo. N\u00e3o d\u00e1 para ser diferente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais s\u00e3o suas prefer\u00eancias liter\u00e1rias e musicais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Leio muito. Estou sempre lendo uns seis livros, ao mesmo tempo. Se empaco em um, passo para o outro. Mas, me emociona muito ler e reler Guimar\u00e3es Rosa. \u00c9 como cultivar um grande amor, cada vez que leio uma obra dele, tenho um olhar novo e enriquece a minha vida. Gosto tamb\u00e9m de Pedro Nava, Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade. J\u00e1, na m\u00fasica, Villa Lobos, Noel Rosa, Chico Buarque, Adoniram e&#8230; outros tantos&#8230; O que me importa \u00e9 a emo\u00e7\u00e3o de cada palavra, de cada som ouvido.<\/p>\n\n\n\n<p>S<strong>empre escreveu?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sempre escrevi e guardava minhas impress\u00f5es e reflex\u00f5es nas&nbsp; gavetas. Tamb\u00e9m sou compositor. Um dia, o Paulinho Pedra Azul me disse que n\u00e3o adiantava nada escrever can\u00e7\u00f5es e n\u00e3o gravar. A\u00ed gravei o CD \u201cDom Quixote\u201d com a participa\u00e7\u00e3o do Paulinho com algumas can\u00e7\u00f5es de MPB. A m\u00fasica que o Paulinho gravou &nbsp;\u201cO tempo\u201d tem um v\u00eddeo no y<em>outube<\/em>. Sempre conciliei a medicina com a cultura, sem preju\u00edzos para nenhuma delas. As atividades s\u00e3o harm\u00f4nicas na minha vida e, de certa maneira, muito complementares. Acho que a medicina \u00e9 uma arte, a arte de dar uma vida melhor \u00e0s pessoas, a arte do bem viver, de consolar. E, a literatura e a m\u00fasica n\u00e3o s\u00e3o diferentes. Uma vez, o Marcus Vianna, meu amigo, me disse que &nbsp;o m\u00e9dico e o m\u00fasico compartilhavam a mesma profiss\u00e3o no Egito antigo. O m\u00e9dico, para ser bom, precisava ser um bom artista. Os fara\u00f3s mandavam matar se n\u00e3o fossem bons. \u00c9 pela arte que converso com Deus. A ci\u00eancia, se n\u00e3o tomarmos conta, congela a alma. E, a medicina n\u00e3o deve ser fria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O senhor foi pioneiro na t\u00e9cnica para tratar varizes sem cirurgia. Como chegou a ela?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Completei minha forma\u00e7\u00e3o em cirurgia cardiovascular em Paris, no Hospital Sant-Michel. Morei um ano l\u00e1. Fiz cirurgia, porque achei que encaixava mais no meu esp\u00edrito, embora tenha gostado muito de cl\u00ednica m\u00e9dica. At\u00e9&nbsp; que cheguei \u00e0 Flebologia, hoje, minha op\u00e7\u00e3o. Sou flebologista. Trato, sobretudo, das doen\u00e7as venosas, uma \u00e1rea incr\u00edvel e que est\u00e1 sendo muito atualizada. Os fundamentos da antiga Flebologia est\u00e3o ultrapassados. Muitas das \u201cverdades\u201d n\u00e3o eram baseadas em nada. Hoje, buscamos comprova\u00e7\u00e3o cientifica e &nbsp;evid\u00eancias. O tratamento das varizes requer algumas dezenas de t\u00e9cnicas. Fui professor assistente de Anatomia Humana na UFMG, por nove anos. Tenho orgulho de ter produzido o primeiro DVD do mundo com um curso completo de escleroterapia (tratamento de varizes) com espuma. A t\u00e9cnica \u00e9, de certa forma, recente. Eu a trouxe para Belo Horizonte, h\u00e1 cerca de seis anos, &nbsp;como um mapeamento da rede venosa por ecodoppler (ultrassonografia). Ap\u00f3s, localizar o problema, \u00e9 corrigido da seguinte maneira: a cada veia doente encontrada, faz-se uma inje\u00e7\u00e3o de espuma esclerosante com o polidocanol (POL).&nbsp; \u00c9 muito bonito ver o processo acontecer. Fiz muitas cirurgias at\u00e9 o dia em que vi que&nbsp; n\u00e3o eram mais necess\u00e1rias. Convencido que n\u00e3o precisava mais operar, &nbsp;peguei todo o meu material cir\u00fargico e doei para o Hospital S\u00e3o Judas, em Oliveira. O tratamento com espuma, que h\u00e1 30 anos n\u00e3o conseguia, me d\u00e1 muito prazer, principalmente, os casos mais graves com idosos e doen\u00e7as cr\u00f4nicas avan\u00e7adas, tipo \u00falceras. Ningu\u00e9m opera. Um professor meu, na Fran\u00e7a diz, que sou o Lula da Flebologia, porque trato os exclu\u00eddos da cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa espuma, mais que remediar, parece lhe encantar, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muito. \u00c9 como se a parede da veia virasse um <em>airbag<\/em>.&nbsp; A espuma gera a cicatriz na veia. A escleroterapia convencional tem 160 anos, mas, s\u00f3 entrou na fase adulta, com a espuma, pois permite usar menos medicamento e tem mais efic\u00e1cia. Para entender melhor, veja a compara\u00e7\u00e3o: o sorvete \u00e9 a espuma do suco de frutas. O suco \u00e9 bom, mas pelo efeito espuma, o sorvete \u00e9 melhor. O que seria da coca-cola, sem o efeito espuma? E o champanhe? Vale lembrar que o m\u00e9todo da escleroterapia n\u00e3o tem a gravidade de uma cirurgia que necessita de um ambiente hospitalar, &nbsp;podendo ser feita em cl\u00ednicas ou em consult\u00f3rios bem aparelhados. A seguran\u00e7a deve ser dada pelo bom treinamento do profissional angiologista com boa forma\u00e7\u00e3o em ultrassonografia. J\u00e1 existem normas e diretrizes, elaboradas por especialistas, em congressos de consenso ou baseados em grande experi\u00eancia multic\u00eantrica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dizem que o senhor \u00e9 importante, at\u00e9 na Fran\u00e7a, pelo menos, no campo da Flebologia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Bem, o importante \u00e9 a escleroterapia com espuma, essa t\u00e9cnica moderna e bem-sucedida que controla essa doen\u00e7a incur\u00e1vel: as varizes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual a diferen\u00e7a entre as chamadas \u201caplica\u00e7\u00f5es\u201d e a atual escleroterapia com espuma?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A escleroterapia cl\u00e1ssica \u00e9 a t\u00e9cnica de cicatrizar as veias doentes, usada h\u00e1 mais de 160 anos com subst\u00e2ncias esclerosantes l\u00edquidas. O povo a chama de \u201caplica\u00e7\u00f5es\u201d, pois s\u00e3o inje\u00e7\u00f5es de l\u00edquidos intra-venosos&nbsp; para cicatriza\u00e7\u00e3o interna das veias doentes. Na escleroterapia com espuma, n\u00f3s utilizamos o esclerosante sob a forma de espuma. O \u201cefeito espuma\u201d permite maior contato e absor\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia esclerosante, proporcionado mais seguran\u00e7a com maior ader\u00eancia e uso de menos&nbsp; medicamentos. A escleroterapia \u00e9 o curso prim\u00e1rio e a escleroterapia com espuma \u00e9 o curso superior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 feito o tratamento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pessoa fica deitada em uma mesa. Escolhemos a \u00e1rea em as veias est\u00e3o mais doentes e com uma pun\u00e7\u00e3o venosa, injetamos a espuma esclerosante, que se agarra \u00e0 parede da veia doente e provoca um edema para, posteriormente, uma cicatriz dentro da veia. A coloca\u00e7\u00e3o de meias el\u00e1sticas medicinais ajuda aproximar as paredes da veia para cicatriz\u00e1-las. Recomendamos ao paciente caminhar para prevenir eventuais complica\u00e7\u00f5es, como trombose nos trombof\u00edlicos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais as vantagens desse tratamento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um m\u00e9todo minimamente invasivo e que pode ser feito fora de hospitais. \u00c9 executado em regime ambulat\u00f3rio e dispensa anestesista. Pode ser feito em etapas e adequando \u00e0s necessidades de cada paciente. \u00c9 um m\u00e9todo democr\u00e1tico, pois permite a todos os portadores de varizes serem tratados, mesmo quem tem doen\u00e7a mais avan\u00e7ada, ou que tenha outras doen\u00e7as paralelas, idoso ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>m\u00e9todo \u00e9 dispendioso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de envolver tecnologia moderna, como o ecodoppler (ultra-som) e o venosc\u00f3pio de LED (transilumina\u00e7\u00e3o), \u00e9 um m\u00e9todo mais barato, pois dispensa o custo da estrutura hospitalar com o servi\u00e7o de anestesia. O processo n\u00e3o exige repouso e a pessoa volta, imediatamente, \u00e0s suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais s\u00e3o os riscos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A escleroterapia \u00e9 um m\u00e9todo usado h\u00e1 muito tempo e conhecemos as suas complica\u00e7\u00f5es. Como a escleroterapia com espuma usa um potencial esclerosante maior \u2013 \u201co efeito espuma\u201d-, deve-se ter os cuidados proporcionais. O processo \u00e9 feito sob controle preciso com o ecodoppler e a inje\u00e7\u00e3o da espuma \u00e9 feita, cuidadosamente, com baixa press\u00e3o, sempre dentro das veias. &nbsp;N\u00e3o se deve injetar o produto nas art\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O tratamento cura as varizes?<\/strong> Infelizmente n\u00e3o.Nem a escleroterapia com espuma pode curar as varizes. O processo \u00e9 &nbsp;op\u00e7\u00e3o mais moderna para controle da doen\u00e7a. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 revis\u00f5es peri\u00f3dicas para avaliar as novas veias dilatadas e com refluxo que, ent\u00e3o, dever\u00e3o ser esclerosadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco Reis Bastos, angiologista, hoje conhecido como flebologista. M\u00e9dico, casado, pai de tr\u00eas filhas, segue compondo sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, repleto de sa\u00fade e cultura. Ao lado da Medicina, carreira que abra\u00e7ou h\u00e1 37 anos. Ele revela outros tantos talentos, como o de escritor, com sete livros publicados, e musicista, autor de mais de 50 composi\u00e7\u00f5es, com 2 CDs gravados. 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